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Produtores
ganham reforço de parlamentares estaduais
Quinta Feira, 27 de março de 2008
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Num
evento histórico, o café da manhã da
Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) desta quarta-feira
(26/03) reuniu em Brasília toda a bancada parlamentar
de Mato Grosso, convocada pelas lideranças rurais
do Estado.
Na
pauta, assuntos emergenciais relativos às demandas
do setor, com destaque para a proposta do governo federal
de reestruturação das dívidas rurais,
anunciadas na última terça-feira, e considerada
aquém
das expectativas dos produtores. |
"Apresentamos
aos senadores e deputados federais os nossos pontos de entendimento
a respeito da proposta do governo e podemos afirmar que o diálogo
foi estabelecido.
Agora, ficou claro que os nossos representantes
aqui em Brasília estão sensíveis
aos nossos pleitos e defendem a bandeira da agricultura", analisa
o presidente da Associação de Produtores de Soja
de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira da Silva.
Um dos
pontos acordados durante o café da manhã foi a
deliberação
para que cada deputado federal e senador de Mato Grosso articule
junto a sua base o apoio necessário para o aperfeiçoamento
das medidas propostas pelo governo federal. "
Continuamos na luta.
Vamos acompanhar cada passo dessa negociação com
o governo como sempre fizemos, mas agora podemos contar com o
apoio certo de nossos senadores e deputados federais", afirmou
Glauber.
Além da Aprosoja/MT, participaram do café da
manhã o
presidente da Federação da Agricultura e Pecuária
de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, os três senadores
por Mato Grosso (Jaime Campos/DEM, Serys Slhessarenko/PT e Gilberto
Goellner/DEM) e os deputados federais do estado Homero Pereira/PR,
Carlos Abicalil/PT, Wellington Fagundes/PR, Carlos Bezerra/PMDB,
Eliene Lima/PP, Saturnino Masson/PSDB, Valtenir Pereira/PSB.
MOBILIZAÇÃO
- O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Ônix
Lorenzoni (DEM-RS), avaliou ontem que houve um avanço
por parte do governo federal na proposta de renegociação
das dívidas do setor rural.
Ele disse, no entanto, que
a proposta precisa ser flexibilizada e pediu para que até a
conclusão da negociação, na segunda-feira,
os produtores e seus representantes continuem mobilizados.
Diário
de Cuiabá
Safra:
alta impõe prejuízo de US$ 60 mi
Quinta Feira, 16 de agosto de 2007
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O
vice-presidente da Associação dos Produtores de
Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira,
aponta o elevado preço do glifosato como um dos gargalos
para a expansão da área de soja na safra 2007/08.
Ele denuncia "abuso" por parte da detentora da tecnologia
do glifosato que aumentou os preços em até 51%
da safra passada para este ano. Segundo ele, os produtores chegaram
a comprar o litro do glifosato por R$ 3,10 no ano passado e,
este ano, o produto aparece no mercado por até R$ 4,70.
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"Fizemos
as contas e constatamos que os prejuízos dos produtores
com esta alta pode chegar a US$ 60 milhões", conta
Silveira, lembrando que o herbicida é usado no plantio
direto da soja em Mato Grosso, respondendo por 90% da área.
O
glifosato é usado na agricultura em pulverizações
para limpeza do terreno no pré-plantio, no manejo da
vegetação em rotação de culturas,
na dessecação na pré-colheita de cereais
e para o controle geral das invasoras em cultivares.
Segundo
Silveira, o glifosato garante melhor produtividade e maior preservação
do solo, daí a preferência dos produtores pelo
uso do herbicida. Sem o glifosato, ele acredita que a produtividade
poderá ter queda nesta safra.
MONOPÓLIO
- A Monsanto e a Nortox detêm 100% da produção
nacional de glifosato ácido e 64% da produção
de glifosato formulado na concentração de 36%.
O glifosato ácido é a base de todas as formas
comerciais de glifosato (sais e formulados, torta, pó
e solução), que são produzidos por outras
quatro empresas no país.
Além
de possuir patentes sobre os genes que conferem resistência
das plantas ao glifosato, há registro no Instituto Nacional
de Propriedade Industrial (INPI) de pelo menos outras 32 patentes
de invenção envolvendo o glifosato sob domínio
da Monsanto. Elas tratam, por exemplo, de diferentes formulações,
armazenamento, remessa, processos para produção
e preparação de glifosato e até métodos
para produzir plantas tolerantes ao produto. Isto permite à
empresa dominar praticamente todas as etapas de produção
do herbicida.
Há
suspeitas de formação de monopólio e infração
à legislação de defesa da concorrência.
Diário de Cuiabá
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Crise
no campo: Nova prorrogação
Terça Feira, 14 de agosto de 2007
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O
senado deverá votar ainda esta semana as medidas emergenciais
da Comissão do Endividamento Rural que alteram propostas
contidas na Medida Provisória 372/07. O principal pleito
é a prorrogação das parcelas de custeio
e investimentos agropecuários das safras 2003/04, 2004/05
e 2005/06 vencidas e vincendas em 2007, no valor total de R$
7 bilhões. No caso das dívidas de custeio agropecuário
(R$ 1,8 bilhão), as parcelas vencidas e vincendas este
ano, relativas a essas três safras, serão prorrogadas
por um ano após o vencimento da última parcela.
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De
acordo com o relator da MP, o senador Jonas Pinheiro (DEM/MT),
o grande desafio é transpor as barreiras políticas
que traçam a pauta de votações do senado
e votar as alterações. A MP terá ainda
de retornar à Câmara Federal antes de ser sancionada
e publicada pelo presidente da República, Luís
Inácio Lula da Silva.
A
Comissão propõe ainda a concessão de financiamentos
para amortização de dívidas contraídas
por produtores rurais ou suas cooperativas com fornecedores
de insumos agropecuários (empresas privadas), relativas
às safras 2004/05 e 2005/06, com vencimento a partir
de janeiro de 2005, no montante de R$ 2,2 bilhões.
De
acordo com o presidente licenciado da Federação
da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Homero
Pereira, as dívidas de Mato Grosso referentes às
parcelas das três safras - custeio e investimentos - somam
R$ 2 bilhões, quase 30% do total nacional. Ele informou
ainda que em Mato Grosso são cerca de R$ 3,5 bilhões
em aberto só este ano.
As
alterações na Medida Provisória 372/07
foram apresentadas ontem pela manhã pelo senador Jonas
Pinheiro, as principais lideranças rurais do Estado,
na sede da Famato, em Cuiabá.
Ele
explicou que as medidas visam tirar o produtor da situação
de inadimplência e dar condições para que
o mesmo tenha condições de plantar. "Queremos
viabilizar a safra deste ano, prioritariamente, e depois iniciar
uma nova luta com vistas à recuperação
da renda dos produtores rurais", frisou Pinheiro.
A
proposta da Comissão de Endividamento Rural prevê
que para as dívidas referentes aos programas de investimentos
agropecuários como o Moderfrota, Prodecoop, Finame Agrícola
Especial - no montante de R$ 4,8 bilhões - relativas
às parcelas vencidas ou vincendas em 2007 dos produtores
que tiveram sua renda principal obtida com soja, algodão,
arroz, milho e trigo, será obrigatório o pagamento
mínimo de 30% da parcela deste ano.
Os
70% restantes serão prorrogados por um ano após
o final do contrato. Será concedido ainda bônus
de 15% sobre o valor da parcela integral para quem pagar parte
ou o total dessa parcela. Com o bônus o pagamento será,
portanto de 15% do valor da parcela integral.
No
caso das dívidas do Modeagro, Moderinfra, Prodeagro,
Prodefruta, Progerrural, Propflora e Pronaf Investimento (R$
400 milhões), os produtores terão que efetuar
o pagamento mínimo de 20%, com direito à prorrogação
do restante por um ano após a última prestação
ou para o final do contrato e bônus de 5% sobre o valor
da parcela.
CASO
A CASO - O senador Jonas Pinheiro informou que os bancos poderão
prorrogar, em até 100%, as parcelas vencidas ou vincendas
em 2007, "desde que o produtor comprove incapacidade de
pagamento do percentual mínimo exigido, limitado a 10%
do saldo devedor". Esta prorrogação, contudo,
será autorizada após uma análise minuciosa
"caso a caso" dos produtores.
Outra
medida que está sendo acordada é que os produtores
que prorrogarem as parcelas de 2007 só poderão
se habilitar a novas operações de investimentos
com recursos do crédito rural se liquidarem totalmente
a parcela de 2007 prorrogada ou que vierem a liquidar a parcela
de 2008 até o respectivo vencimento. Estão enquadradas
também nessas medidas as operações lastreadas
com recursos dos fundos constitucionais - FCO (Centro-Oeste),
FNO (Norte) e FNE (Nordeste) - exigibilidade bancária
dos depósitos à vista e da poupança rural.
Para
o FAT Integrar, as dívidas estão sendo renegociadas
nas mesmas condições definidas para os fundos
constitucionais.
Diário de Cuiabá
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USDA
projeta estoques globais menores
Segunda Feira, 13 de agosto de 2007 |
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O
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reviu para
baixo as suas projeções de produção
e estoques globais de grãos em seu último relatório
de oferta e demanda. Mas a fuga dos fundos de investimentos das
bolsas por conta das incertezas sobre os efeitos da crise imobiliária
americana sobre o mercado financeiro neutralizou os números
do USDA. |
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"Os
bancos centrais injetaram mais dinheiro no mercado que no
atentado de 11 de setembro, e todas as bolsas foram afetadas",
disse Flávia Moura, da Fimat Futures.
O
USDA revisou para baixo as projeções para produção,
consumo e estoques de soja. Para Renato Sayeg, da Tetras Corretora,
as mudanças levaram em conta, no lado da oferta, a
quebra de safra na China devido à seca e a redução
do esmagamento na Argentina em função do plano
de contenção de energia. No lado da demanda,
o USDA reduziu o consumo chinês em 1,55 milhão
de toneladas, para 48,45 milhões, devido à redução
do plantel de suínos após a doença da
orelha azul.
"O
relatório desapontou o mercado, que esperava um aumento
da produtividade das lavouras", afirmou Sayeg, observando
que as 14 principais empresas de grãos dos EUA projetam
produtividade maior que a apontada pelo USDA. Com a turbulência
no mercado financeiro, o contrato de soja para setembro recuou
6 centavos de dólar e fechou a US$ 8,56 por bushel.
Apesar
de o USDA ter revisto para cima a projeção para
a produção americana de milho em 2007/08, de
323,6 milhões de toneladas em julho, 341,2 milhões
em agosto, o grão fechou em leve alta em Chicago. Dezembro
subiu 1,75 centavo de dólar a US$ 3,505 por bushel.
Segundo a Dow Jones, os dados da produção e
as preocupações nos mercados financeiros estimularam
vendas, mas durante as baixas do dia especuladores aproveitaram
para comprar.
Paulo
Molinari, da Safras&Mercados, disse que o USDA considerou
uma produtividade de 152,8 bushels por acre para o milho,
enquanto o mercado esperava rendimento de 151,4 bushels diante
das condições climáticas.
Segundo
ele, o USDA confirmou a queda na produção de
milho da Europa, de 55 milhões para 48 milhões
de toneladas, o que eleva a necessidade de importação.
E essa demanda extra européia favorece o Brasil, que
é praticamente o único país com disponibilidade
de milho não transgênico e por isso consegue
um prêmio de cerca de US$ 50 por tonelada, disse.
Ele
informou que já foram fechadas vendas das safras atual
e da nova para a Europa por US$ 200 a US$ 203 por tonelada,
ou R$ 22,50 a R$ 23,00 por saca no porto de Paranaguá.
"Há três semanas, estava em R$ 18,50",
diz. Para ele, com a produção recorde prevista
nos EUA, o milho só não está em queda
no Brasil por causa da demanda européia.
Em
relação ao trigo, o USDA reduziu a estimativa
de produção global em 1,87 milhão de
toneladas, para 610,4 milhões, devido a problemas climáticos
na América do Norte e Europa. A previsão para
demanda subiu, principalmente por conta da demanda européia.
Com isso, a projeção para os estoques finais
ficou em 114,78 milhões de toneladas, 1,77 milhão
a menos que o previsto em julho.
Em
Chicago, o trigo para dezembro recuou 6,50 centavos de dólar,
para US$ 6,8450 por bushel. Em Kansas, dezembro caiu 4,25
centavos, para US$ 6,69.
Valor Econômico
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Bancos
privados devem ampliar oferta de crédito rural nesta safra
Sexta Feira, 10 de agosto de 2007
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Após
dois anos de relações conturbadas devido ao aumento
da inadimplência causada pela crise no setor agrícola,
os bancos privados demonstram interesse em "fazer as pazes"
com agricultores no ciclo 2007/08. As perspectivas de uma produção
de grãos maior, o aumento da rentabilidade com a elevação
nos preços internacionais das commodities e a elevação
dos recursos para crédito rural estimulam os agentes financeiros
às negociações. Do lado da demanda, a queda
da taxa de juros e a conclusão da renegociação
de dívidas estimulam os agricultores a voltarem às
agências. |
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Conforme
dirigentes de bancos ouvidos pelo Valor, além
do cenário favorável para o agronegócio,
mudanças no setor financeiro estimulam as negociações
com crédito rural, como a redução
da taxa Selic e nas taxas dos programas a juros controlados
- de 8,75% para 6,75% ao ano no caso dos programas de
custeio e comercialização; de 8% para
6,25% ao ano para recursos do Proger Rural e redução
de 1,25 ponto percentual nos juros do Moderfrota, para
7,5% e 9,5% ao ano, conforme o nível de renda
dos produtores.
"A
redução da taxa Selic permite aos bancos
criar novas linhas a juros livres, mas mais baixos,
o que também tem atraído aos produtores",
diz Walmir Segatto, superintendente comercial de agronegócios
do Santander Banespa. Já o Banco do Brasil, que
se concentra em operações de custeio e
opera mais no Centro-Oeste que os demais bancos, a demanda
por parte dos produtores ainda não apresentou
grandes alterações, segundo fontes ligadas
ao banco.
Outro
ponto destacado pelos bancos é o aumento de recursos
disponíveis em função do aumento
dos depósitos à vista e das captações
da poupança. Os bancos federais são obrigados
a aplicar 65% das captações em poupança
em crédito rural, e neste ano, houve aumento
recorde nas aplicações em poupança,
o que fatalmente eleva o crédito disponível.
Segundo a Federação Brasileira dos Bancos
(Febraban), também cresceu o volume de depósitos
à vista. Até abril, o volume de exigibilidades
atingia R$ 18,145 bilhões; em junho de 2006,
esses recursos somavam R$ 13,57 bilhões. Os bancos
devem ainda aplicar os recursos de exigibilidades que
não foram utilizados nas duas safras anteriores.
Na safra 06/07 sobraram R$ 5,4 bilhões e na anterior,
R$ 2 bilhões.
Entre
os bancos privados, o clima é de otimismo. "As
duas safras anteriores foram afetadas por clima e câmbio.
Esses dois fatores apresentam agora um cenário
positivo e isso tem levado mais produtores a buscar
financiamento", afirma Osmar Roncolato Pinho, superintendente
executivo de empréstimos e financiamentos do
Bradesco. Conforme o executivo, o volume de pedidos
de crédito rural junto ao banco aumentou 50%
no primeiro semestre e a perspectiva é manter
esse ritmo no segundo semestre. Na safra 2006/07, o
Bradesco operou R$ 3,2 bilhões. O banco ainda
não definiu o volume a ser operado nesta safra.
Segatto,
Santander Banespa, confirma aumento da procura por crédito,
principalmente pelos setores de cana-de-açúcar,
citros e café - que já estavam em expansão
desde 2006 - e pelo setor de grãos, sobretudo
no Sudeste e no Sul. "A demanda está aquecida,
mas ainda é cedo para precisar em quanto poderá
aumentar", afirma. Na safra passada, o banco operou
R$ 1 bilhão, mas não tem montante fixado
para o ciclo 2007/08.
A
Nossa Caixa, que na safra passada operou R$ 325 milhões
em crédito rural, encerrou o primeiro semestre
com um aumento de 120% nas contratações
- o que correspondeu a R$ 178 milhões. Para Gilberto
Fioravanti, gerente do departamento rural do banco,
esse aumento sinaliza o interesse de produtores em investir
na safra nova, tendo em vista que boa parte dos recursos
foi destinado à compra de insumos. "Na safra
2007/08 o banco vai dobrar a disponibilidade de créditos,
para R$ 650 milhões", afirma Fioravanti.
O
Banco do Brasil, principal agente a operar recursos
do crédito rural, também prevê aumentar
o volume destinado ao setor agrícola, de aproximadamente
R$ 33,9 bilhões na safra passada para R$ 40 bilhões
no ciclo 2007/08. O banco divulgará na próxima
semana o balanço dos desembolsos efetivados no
ciclo passado e as perspectivas para a safra nova.
Valor Econômico
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